Por que tecnologia e educação precisam andar juntas?

Por que tecnologia e educação precisam andar juntas?

A revolução digital (Tecnologia) chegou à escola, seja no dia a dia, com práticas virtuais e uso de internet dentro da sala de aula, ou mais a fundo, com a possibilidade de uma educação realizada totalmente a distância, realidade cada vez mais considerada pelos alunos. Um estudo divulgado pela McKinsey&Company mostra que até 25% dos inscritos em instituições superiores no Brasil optaram pela modalidade de Ensino a Distância (EaD).

O fato é que, até agora, a experiência com a educação online acontecia mais em cursos universitários e profissionalizantes, mas a pandemia da Covid-19 está fazendo muitas escolas repensarem e entenderem como a conectividade é algo essencial.

A conectividade na educação

Se a tecnologia é necessária e está presente em nossa vida, ela também é fundamental nas instituições, como nova ferramenta para o aprendizado e objeto de estudo.

Por um lado, o uso dos recursos digitais resulta em exposições mais interessantes, formas mais didáticas de aprendizado e engajamento dos alunos. Vídeos, sistemas interativos e até games são usados como mecanismo de ensino e dão bons resultados.

Por outro lado, é preciso incluir os alunos no mundo digital, dando a eles as ferramentas necessárias para que se adaptem naturalmente a essa realidade. Assim, estarão preparados para o futuro do trabalho e para uma vida cada vez mais conectada.

A tecnologia é tão benéfica ao setor educacional que foi inserida na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais dos alunos da educação básica.

“Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”. Trecho da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

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Educação a Distância (EaD)

Segundo o Censo da Educação Superior do Inep (do Ministério da Educação), em 2018, pela primeira vez na história, a quantidade de vagas em cursos universitários a distância foi maior que a de vagas em cursos presenciais – 7,1 milhões contra 6,3 milhões. Os dados revelam, ainda, que em dez anos o ingresso nessa modalidade de ensino triplicou: aumento de 196,6%.

Esse avanço se deve, principalmente, ao entendimento de que é possível obter uma boa formação sem a obrigatoriedade da presença física.

Assim, não apenas se evitam deslocamentos, mas permite-se montar uma rotina exclusiva de estudos, acessando as aulas gravadas e o material virtual quando puder. Isso porque, tanto o horário fixo quanto a distância, podem ser um problema para quem trabalha e quer estudar, ou para quem mora longe.

O custo dos cursos virtuais também costuma ser menor, já que a instituição não precisa dispor de tantos espaços físicos para receber os estudantes. E, assim, consegue reduzir despesas com aluguel, mobiliário, equipamentos e limpeza. Desta forma, ambos os lados ganham.

Inovação na escola

“95% dos professores concordam que levar a tecnologia para dentro
da sala de aula ajuda a tornar o aprendizado mais atraente”
Google for Education

A presença da tecnologia nas escolas brasileiras já é uma realidade. As lousas tradicionais começam a dar lugar às digitais e às telas interativas, a internet está presente na rotina diária e os professores estão buscando mais recursos para incrementar as aulas e torná-las atuais e atrativas.

A última pesquisa TIC Educação, divulgado pelo Cetic.br, aponta que 76% dos docentes usam a internet para se aprimorar em relação ao uso de tecnologias nos processos de ensino.

Por meio da conectividade, passaram a fazer parte da rotina recursos multimídia como vídeos explicativos, podcasts e até mesmo jogos interativos. Além disso, os recursos digitais abrem o mundo de pesquisas e conhecimentos de outras culturas e nacionalidades.

De acordo com a pesquisa Challenger, do Google for Education, 95% dos professores concordam que levar a tecnologia para dentro da sala de aula ajuda a tornar o aprendizado mais atraente e que isso ainda prepara os estudantes para o futuro.

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Porém, é preciso criar um ambiente educacional online bem estruturado. Com a ajuda de soluções tecnológicas capazes de viabilizar uma conexão de internet de qualidade, é possível disponibilizar aos alunos materiais de apoio, tarefas e conteúdos digitais exclusivos, além de permitir que as atividades escolares sejam monitoradas remotamente.

O relatório Brazil Digital Report, divulgada pela McKinsey & Company, mostra que, atualmente, mais de 350 startups estão trabalhando para impulsionar a inovação na área da educação. Entre outras funções, elas atuam principalmente na gestão de conteúdo, gerenciamento educacional, jogos educacionais e plataformas adaptativas de aprendizado.

Barreiras a serem superadas

Hoje, o maior desafio é conseguir a infraestrutura necessária para garantir a conectividade nas escolas públicas e municipais.

Dados do Cetic.br revelam que o número de escolas públicas conectadas é animador (98%), mas a maioria parte delas ainda dispõe de poucos computadores. O quadro é agravado pela baixa velocidade de conexão. O cenário é tão difícil que 51% dos professores de escolas públicas urbanas dizem usar a própria rede 3G e 4G do celular para conseguir realizar alguma atividade digital em sala de aula.

O segundo obstáculo, que também afeta a rede privada, é o despreparo dos funcionários e corpo docente para lidar com inovações tecnológicas. Por isso, é fundamental que as instituições invistam na formação continuada.

A pesquisa “Sentimento e percepção dos professores brasileiros nos diferentes estágios do coronavírus (COVID-19) no Brasil“, realizada recentemente pelo Instituto Península com mais de 2,2 milhões de docentes brasileiros, revelou que os professores estão abertos a continuar estudando mesmo nesse caos, e a receber informação, apesar de não quererem uma avalanche.

Para a diretora do Instituto, Heloísa Morel, o principal achado da pesquisa é o papel das secretarias de educação na definição de ferramentas que serão usadas para que a educação possa continuar chegando a alunos com diferentes modalidades de acesso à internet.

A executiva pontua que o governo não só tem a função de determinar o papel do professor nesse novo contexto, mas também a possibilidade de mapear ferramentas capazes de ajudar no processo de desenvolvimento integral do educador. Isso para que, quando se sentir confortável, saiba onde buscar informações.

Conclusão

A digitalização das instituições de ensino tem despontado como grande aliada da modernização da educação. Em conjunto, tanto a conectividade quanto às soluções tecnológicas capazes de suportar a aprendizagem virtual. Elas permitem novos modelos de aulas, provocam mais interesse por parte dos alunos, dão ainda mais recursos aos professores e levam muito mais informação aos estudantes. Se usada corretamente, a tecnologia só tem a agregar.

Porém, no Brasil, o cenário ainda não é animador devido à falta de recursos e infraestrutura que uma escola conectada pede. No entanto, estamos aprendendo, principalmente com a pandemia atual, que é preciso inovar para garantir uma educação com mais qualidade e conectada com o futuro.

Para isso, as instituições de ensino podem contar com ferramentas como a Internet Dedicada e soluções em Cloud da Vivo Empresas, que garantem o suporte necessário para essa transformação digital escolar.

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